Conversões e postback

Como funciona o postback server-to-server

O que é um postback, por que ele é mais confiável que pixel, o que viaja nele, o que o Affilitrack faz ao receber, e o que acontece em seguida — dedução, receita e destinos.

Leitura de 7 min · atualizado em 24/09/2026

O que é

Um postback é uma requisição HTTP que o servidor da plataforma de pagamento, do CRM ou do merchant faz ao servidor do Affilitrack para avisar que uma conversão aconteceu. Ele não passa pelo navegador do comprador. Por isso não é afetado por bloqueador de anúncios, por Safari, por fechamento de aba antes de a página de obrigado carregar, nem por pixel que não disparou.

Plataforma ──HTTP GET/POST──▶ https://app.affilitrack.com.br/pb?token=…&click_id=…&tipo=venda&payout=97.00&txid=ABC

O que viaja no postback

Quatro coisas importam:

Dado Parâmetro Obrigatório
Qual cliqueclick_id (ou um dos aliases aceitos)Sim
Qual workspacetoken — ou o host do domínio de tracking próprioSim, de uma das duas formas
Que tipo de eventotipo (venda, lead, …)Não — sem ele, o tipo padrão
Quantopayout e moedaNão — sem valor, a conversão conta mas não gera receita
Identificador da transaçãotxidRecomendado — é a chave de deduplicação
Statusstatus (approved, pending, declined, refunded)Não — sem ele, approved

A lista completa de aliases (clickid, subid, sck, valor, amount, order_id…) está em Parâmetros do postback.

O que o Affilitrack faz ao receber

  1. Identifica o workspace pelo token (ou pelo host).
  2. Localiza o clique pelo click_id. Não encontrou? A conversão vira orphan e fica guardada para eventual resgate.
  3. Aplica o merchant da campanha, se houver: traduz parâmetros fora do padrão, aplica as regras que mapeiam status+tipo para LEAD/SALE, confere a allowlist de IP.
  4. Resolve o tipo de conversão e o status.
  5. Deduplica: pelo txid, pelo clique ou por janela, conforme a configuração. Repetição vira duplicate — a conversão existente nunca é alterada.
  6. Grava a conversão ligada ao clique, com valor e moeda (a moeda padrão é a do workspace).
  7. Dispara os efeitos: envio para os destinos de conversão (Meta, Google), postback de saída para o sub-afiliado, e o postback de saída da fonte, se configurado. Tudo em segundo plano — a resposta ao postback não espera por eles.
  8. Responde em JSON: {"status": "created", "event": "SALE", "conversion_id": "…"}.

Tudo isso leva poucos milissegundos; a latência aparece em Logs › Postbacks S2S.

O que aparece depois

  • Conversões: a lista com tipo, status, valor e txid.
  • Painel e Relatórios: conversões, receita (soma dos payouts de tipos que contam receita), CR, EPC, e — com custo lançado — CPA, lucro e ROI.
  • Postbacks S2S: o registro do postback com resultado, motivo e o payload exato.
  • Integrações CAPI › Envios recentes: o que foi devolvido para cada plataforma.

Por que a conversão é imutável

Uma vez gravada, a conversão não é sobrescrita por um postback repetido nem por um "corrigido". Se a plataforma manda um segundo postback com o mesmo txid e outro valor, o resultado é duplicate e a diferença fica registrada no log. Isso protege a receita histórica contra reenvios e retries — o preço é que uma correção de valor exige contato com o suporte ou uma conversão nova com txid diferente.

Mudanças de status são a exceção prevista: um refunded depois de um approved com o mesmo txid atualiza o status da conversão, para que o estorno apareça.

Os dois erros que concentram os problemas

  1. A plataforma não recebe o click_id. O checkout ou o CRM não tinha o identificador para devolver — a tag não estava instalada, ou o parâmetro que a plataforma propaga (sck, src) não foi usado. O sintoma é orphan ou invalid no log. Veja Instalar a tag.
  2. A plataforma manda a macro sem substituir. O payload mostra click_id={click_id} literal. O campo de postback da plataforma foi preenchido com a macro errada para ela. Veja Configurar o postback.

Esta página foi útil?

Leia também